Flavio Cruz

Eu acredito em Papai Noel (por isso enviei uma carta)

Querido Papai Noel

Eu sei que estou crescido e já passei da idade de escrever cartas para o senhor. Na verdade, eu nem deveria acreditar que o senhor existe. Para isso, porém, eu tenho uma explicação. As pessoas hoje em dia acreditam em cada coisa que o senhor nem vai acreditar. Achei, então, que eu também tinha o direito. Certo? Não custa nada tentar.
Não vou pedir aquelas coisas óbvias, saúde, dinheiro, felicidade, etc. Se fosse assim tão fácil, não haveria crianças doentes e passando fome, concorda? Vou pedir umas coisas que são um pouco mais altruístas, para variar. Quem sabe o senhor se comove com minha ausência de egoísmo e de interesse próprio, e acabe dando uma ajudazinha para esse mundo cruel. Acho que a coisa mais importante mesmo, são as crianças. Muitas estão com fome e sem casa pelo mundo todo. Para não ficar muito pesado para o seu orçamento, nem precisa arrumar um montão de alimentos. É só redistribuir o que já existe. Nem precisa pedir para as pessoas comerem menos ou qualquer coisa assim. Basta aproveitar o que é jogado fora e desperdiçado em muitos países. Moradia, família? Existe tanta gente tentando adotar crianças e não consegue. Viu como é fácil? É só ajeitar as coisas, eliminar a burocracia, etc. 
Agora existe a história do Estado Islâmico. Aqueles caras são horríveis, eu sei que é uma parada dura mesmo para o senhor. Além disso, eles nem acreditam em Papai Noel. Pode? Quem sabe a sua secretária não poderia enviar umas cartilhas de evangelização para eles, quem sabe eles poderiam virar cristãos? Se bem que existe cada cristão, também. Sabe de uma coisa? Deixa quieto. É capaz de piorar tudo.
Existe o problema de armamento. Eu sei, é difícil também. Vê o que dá para fazer, pelo menos para melhorar um pouco a situação.
Agora, o mais importante mesmo - depois das crianças, é claro – é o senhor cuidar um pouco da política. Eu sei, eu sei, o senhor não gosta nem de chegar perto. Mas será que não dá para mandar alguns políticos honestos para alguns países? Eu não quero puxar para o nosso lado, mas, convenhamos, estamos precisando um pouco mais do que os outros. Além do mais, pensa bem. Talvez com alguns bons homens no governo, todo o resto se resolva por si.
Vamos ver o que dá para se fazer. Só mais uma coisa... O Trump! O senhor viu o que aconteceu, certo? Será que dá para voltar no Tempo e acertar aquele tal de colégio eleitoral que foi eleito?
Está bem, está bem. Eu sei que estou querendo demais...  Pelo menos, tenta, vai!

 

 

Todos los derechos pertenecen a su autor. Ha sido publicado en e-Stories.org a solicitud de Flavio Cruz.
Publicado en e-Stories.org el 03.12.2016.

 

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