Antonio Justel Rodriguez
O AR NO ESPELHO
… sob um manto de luz, a forma etérea do teu corpo virginal revela-se,
e o ar, agrilhoado às tuas vestes,
rende-se no espelho da tua sombra;
… quantas vezes me deste violetas no frio
e chuva nos meus jardins de laranjeiras,
quantas vezes choraste no meu sangue,
à espera de tocar o meu coração;
… nada foi mais íntimo do que o toque da tua asa,
a tua pura beleza, tremendo no perfil
de uma gota de chuva puríssima;
… algum dia possuirei a plenitude radiosa
que trazes ao meu peito…?
Meu amor,
talvez esta experiência não se revele em maior maravilha,
do que simplesmente viver a incrível emoção deste imenso e profundo momento.
*** António Justel
https://antoniojustel.com
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Todos los derechos pertenecen a su autor. Ha sido publicado en e-Stories.org a solicitud de Antonio Justel Rodriguez.
Publicado en e-Stories.org el 02.05.2026.